Em meio a tantos barulhos, fumaça e corpos, existe uma Augusta que se personifica solitária e paira no meio da noite, com suas esquinas soturnas. A escuridão torna tudo pardo aos olhos de quem vê. Um lugar para se libertar das amarras criadas pela sociedade, onde as despedidas se tornam grandes encontros. O silêncio momentâneo de quem chega e se depara com essa pluralidade de Dona Augusta é quebrado pelos neons coloridos e frenéticos, que no embriagar da madrugada nos remetem à um carnaval sem fim, onde os foliões brincam até o dia clarear.
Egberto Alves.
Egberto Alves.










